Vírgula em orações subordinadas adverbiais (circunstanciais)

As orações subordinadas adverbiais têm função de adjunto adverbial (termo que indica uma circunstância ― de causa, tempo, modo, conformidade, finalidade, etc. ― do fato expresso pelo verbo). Normalmente, são introduzidas pelas conjunções (conectivos) subordinativas (exceto as integrantes: que e se).

Embora não seja obrigatória, a vírgula é frequente entre as orações subordinadas adverbiais e as orações principais:

Vários físicos começaram a brincar com as equações logo que a relatividade geral de Einstein foi divulgada, em 1915… (http://super.abril.com.br) – oração adverbial temporal

Os cientistas pedem que medidas globais sejam tomadas com urgência para proteger os primatas em risco… (noticias.uol.com.br) – oração adverbial final

As autoridades indonésias não informaram sobre vítimas, embora tenha corrido cenas de pânico na capital de Sumatra. (exame.abril.com.br) – oração adverbial concessiva

“Educai as crianças, para que não seja preciso punir os adultos(Pitágoras) – oração adverbial final

As aulas foram suspensas porque faltou energia elétrica. – oração adverbial causal

Mais aflitos ficávamos, à medida que o tempo passava. – oração adverbial proporcional

No entanto, o uso da vírgula será indispensável nos contextos em que a oração adverbial vier antes da principal.

Logo que a relatividade geral de Einstein foi divulgada, em 1915, vários físicos começaram a brincar com as equações… (http://super.abril.com.br)

Para proteger os primatas em risco, os cientistas pedem que medidas globais sejam tomadas com urgência

Embora tenha corrido cenas de pânico na capital de Sumatra, as autoridades indonésias não informaram sobre vítimas.

Para que não seja preciso punir os adultos, educai as crianças.

Porque faltou energia elétrica, as aulas foram suspensas.

À medida que o tempo passava, mais aflitos ficávamos

Por ora, é isso!

Professor Adílson Góis da Cruz



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